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[Pastor Marco Feliciano, racismo e sexismo]
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Pastor Marco Feliciano, racismo e sexismo

 

O manto da liberdade religiosa assegurada pela Constituição Federal e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos não pode e não deve acobertar atitudes de fanatismo obcecado que se caracterizam frequentemente por autentica sociopatia.
 
Texto: Flavio Goldberg
 
 
 
Martinho Lutero iniciou com a Reforma Protestante, um genuíno movimento libertário contra o dogmatismo papau, reinante na Igreja Católica. Sem dúvida o evangelismo tem sido um movimento formidável que permite milhões de pessoas no Brasil estabelecerem formas de conduta altamente piedosas, tolerantes e construtivas.
 
Em muitos aspectos os pastores, inclusive diante da ditadura militar tem exercido um papel ecumênico que redunda em defesa dos Direitos Humanos, na conformidade dos melhores ensinamentos na tradição de opção pelos pobres de Jesus.
 
Infelizmente, de outro lado, não se pode esquecer as tradições racistas e reacionárias que, por exemplo, marcam as cenas cruéis e terríveis da Ku Klux Klan com suas cruzes em fogo linchando negros no sul dos EUA, e mesmo aqui no Brasil, nazifascistas que pregavam e pregam a superioridade do branco.
 
Vivemos hoje uma violência anticonstitucional e antijurídica, beirando a esquizofrenia social com a eleição do Pastor Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados.
 
Suas declarações contra os gays desnudam uma verdadeira fobia suspeita que acaba por denegrir nosso sistema político numa contradição absurda.
 
A homossexualidade já foi reconhecida como opção sexual pela Organização Mundial da Saúde, portanto sua discriminação é uma violência contra a dignidade e os direitos humanos, que inclusive nesta hipótese deve ser levada a Organização dos Estados Americanos e entidades congêneres pelo PSOL.
 
Os pronunciamentos deste Deputado contra negros e gays precisam se enquadrar como crimes inclusive imprescritíveis e inafiançável sujeitos inclusive a prisão em flagrante.
 
PSOL SP
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